quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entre o querer e o fazer

Na nossa sociedade, tão objectivista, é comum estabelecer-se metas para alcançar os nossos objectivos. Todos perseguimos a felicidade -material, conjugal, profissional, pessoal - como um lugar a conquistar.
E por vezes esquecemos que as mudanças começam no pequeno primeiro passo, e que no final delas, é a lembrança do trajecto que fica na memória, para sempre.
Encontrar espaço, ou tempo, para pensar nesses aspectos é difícil na correrio do dia-a-dia.
Simplesmente mudar é trilhar um caminho de mistérios envolto pela vontade e pela nossa própria força de vontade, de realizar feitos que um dia podemos nos orgulhar e partilhar com outros.
Mas basta lembrar que a mudança é feita de passos. Pequenos e sempre um de cada vez. E alguns tropeços e quedas, mas sempre mantendo a humildade de aprender e o orgulho de se levantar, nunca se entregar. A vida, quando encarada dessa forma, parece um pouco mais simples, metódica, previsível. Mas não há mal nisso. Ajuda muito ter em mente a noção de metas para o dia. Mas todo o esforço precisa vir do coração, um esforço sincero. Um esforço nosso e não dos outros para nós. De outra forma, seria apenas encenação de cortesia, uma máscara que cobre um coração vazio de intenções que não é, senão mais que um dente de uma fria engrenagem de um motor pouco convincente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como perceber as mulheres?

Hoje em dia na indústria literária, floresce como cogumelos um tipo de leitura, os livros de auto-ajuda, cada vez mais as pessoas procuram este tipo de leitura. Confesso que também sou adepto, há um tipo de livro de auto ajuda que estou farto de procurar e não encontro. Um livro que me ajude como entender as mulheres.
Penso que toda a gente anda à procura de uma oportunidade de negócio, de ganhar uns euros extra.
Então eu vou sugerir, e desde já dou os parabéns a quem tomar a iniciativa, de que se faça uma enciclopédia explicativa das mulheres. Não deve haver melhor pessoa, na minha opinião, para o fazer do que uma mulher claro, com idade entre os 18 e os não sei quantos anos (mas ainda dentro do prazo), uma vez que partilha o sexo e que está inserida numa faixa etária que compreende bem a realidade contemporânea. Está desde já claro, que tal publicação deveria ser de uma precisão extrema, também não haveria outra forma de o fazer para que esta tivesse sucesso! Teria de abordar os mais diversos temas, tais como: "A doença das compras", "As diversas razões para as mulheres irem aos pares à casa de banho", "O porquê das constantes desculpas para evitar uma noite de sexo (ou um bocadito da noite) ", "O que vai no pensamento das mulheres quando se decidem fazer difíceis", ou quando dizem "-Sim" e querem dizer "-Não" ou quando dizem "-Não sei" e querem dizer "-Sim" ou dizem "-Sinto muito" e na verdade querem dizer " -Vai ser como eu quero" ou dizem "-Nós queremos" quando na verdade é "-EU QUERO e ponto final" ou quando dizem "-Faz como entenderes" quando querem dizer "-Vais pagar muito caro por isso" ou "-Não estou chateada" na verdade é "-Claro que estou chateada!!" ou " -Eu amo-te amor (querido, cherri, fofinho, lindo, xuxu, etc…)" claro que estão a querer dizer "-Eu fiz m…" ou " -Quero-te pedir uma coisa (daquelas caras!)" ou "- Estou gorda" no pensamento está a dizer "- Diz que sou bonita" ou "-Tu precisas aprender a comunicar comigo" quando na verdade querem dizer mesmo é "- Tens de concordar sempre comigo" ou "- Não estou a gritar" traduzindo o pensamento "- Estou a BERRAR!!!"
Já deixo aqui uma catrefada de exemplos. Exemplos estes que me fazem escrever estas linha na esperança que alguém partilhe a mesma opinião que eu ou então melhor! Que me explique a entender esses belos seres femininos, que tanto adoramos, criado pelo Criador.
Uma obra destas teria tal magnitude que muito provavelmente seria premiada internacionalmente como o maior best-seller de todos os tempos, e também como uma das obras mais importantes para a humanidade, e ainda se fosse tal como a imagino, a obra com maior rigor científico alguma vez publicada. Daria mesmo a teses de mestrado, de doutoramento e porque não ao título de Honoris Causa ao autor do livro, entregue pelo Presidente da Republica, nas comemorações do dia 10 de Junho, dia de Portugal
Seria sem dúvida uma obra de extrema importância para a humanidade, uma vez que, acompanhem o meu raciocínio: o homem seria um ser muito mais completo e menos 'à parte' na vida doméstica e familiar.
De qualquer forma seria uma obra de grande risco para as mulheres, porque uma vez entendidas, não teriam mais forma de se fazer vingar em certas situações perante os homens.
Que me desculpem as mulheres que não me compreendem está humilde reflexão mas eu tinha de desabafar. O repto está lançado. Um beijinho a todas as mulheres.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu aprendi que...

...posso usar o meu poder de persuasão, mas apenas por pouco tempo, depois disso, preciso saber do que estou a falar.

...posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.

...para me transformar na pessoa que quero ser, posso demorar muito mais tempo do que aquilo que eu pensava, pode demorar uma vida e devo ter paciência.

...posso ir além das metas que eu próprio tracei.

…eu preciso escolher entre controlar os meus pensamentos ou ser controlado por eles.

…eu preciso saber controlar os meus medos para não ser controlado por eles.

...os heróis, são pessoas de carne e osso como eu, fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

...perdoar exige coragem.

...há gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

...eu posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser mau.

...eu tenho que me acostumar que serei atraiçoado por pessoas da minha confiança, pelo menos uma vez na vida.

...não basta ser perdoado, primeiro preciso perdoar-me a mim mesmo.

...o mundo não para, mesmo que eu esteja a sofrer.

...o que vivi na minha infância é responsável pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que faço agora, que sou adulto.

...numa discussão mais acesa, é melhor calar-me e fazer algo que me relaxe, para a coisa não tomar percussões para lá do razoável, independente se tenho razão ou não.

...quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

...por mais que eu queira proteger as minhas filhas, elas vão magoar-se e eu também me magoarei, isso faz parte da vida.

…diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

...as palavras de Amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

...é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

…estamos em constante aprendizagem ao longo da vida.

...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gosto de ...

Gosto de café. - Gosto de crianças educadas. - Gosto de sentir que gostam de mim. - Gosto de música. – Gosto de camiões. – Gosto de motas. - Gosto de grão com bacalhau. - Gosto do cheiro da terra molhada. -Gosto do mar. - Gosto de praia. - Gosto de dias de sol e calor. - Gosto de estar na cama a ouvir a chuva lá fora. - Gosto de lareiras acesas e conversas longas. - Gosto de andar de mão dada na rua. - Gosto de conversar. - Gosto de acordar ao lado da minha mulher. - Gosto que me levem o pequeno-almoço à cama. - Gosto de viajar. - Gosto de chegar a casa e relaxar. - Gosto de rir. - Gosto de fazer rir. – Gosto de anedotas. - Gosto de oferecer flores. - Gosto de pessoas interessantes, originais, simpáticas, com classe, bonitas, com ideias próprias, persistentes e com bom coração. - Gosto de sonhar. - Gosto de pontualidade. - Gosto de cinema. - Gosto de perfumes suaves mas que fica o cheiro quando a pessoa sai da sala. - Gosto de carne. - Gosto de sentir que mais nada existe quando estou com a pessoa que amo. - Gosto de Ouro. - Gosto de me deitar em lençóis a cheirar a amaciador. - Gosto de tomar banho antes de ir para a cama. - Gosto de beijar. - Gosto de fazer amor. -Gosto de almoçar à beira mar. - Gosto de jantar à luz das velas. - Gosto de divagar. - Gosto de mimos. - Gosto de saber que ajudei alguém de qualquer forma. - Gosto de abraços apertados. - Gosto de fazer surpresas. - Gosto de cantarolar músicas durante o dia. - Gosto de sentir boa energia nas outras pessoas. - Gosto de cartas de amor. - Gosto de sorrisos sinceros. - Gosto de gargalhadas. - Gosto que me olhem nos olhos. - Gosto do nascer do Sol. - Gosto de trocar ideias. - Gosto de morar na aldeia. - Gosto do silêncio e do som dos pássaros. - Gosto do correcto. - Gosto de olhar os outros e traçar o perfil - Gosto de igrejas. - Gosto de receber sms. - Gosto de ler. - Gosto do riso dos bebés. - Gosto de tascas e de restaurantes de luxo. - Gosto de desafios. - Gosto de pessoas um pouco loucas como eu. - Gosto de gelados. - Gosto touros. - Gosto de morangos e uvas. - Gosto muito de sonhar. - Gosto de tentar perceber o que vai na cabeça dos outros. - Gosto do cheiro do campo. - Gosto de admirar quadros de grandes pintores. - Gosto de fazer e que me façam massagens. - Gosto de beijos envolventes, intensos e de parar a respiração. - Gosto do azul do céu e do azul do mar. - Gosto de nadar. -Gosto de ir à piscina. -Gosto de ...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

1 ano

Era novo, praticamente um adolescente como outro qualquer, descobrindo a realidade da vida. Tinha as minhas decepções amorosas, notas razoáveis e momentos de alegria, muitos de tristeza, mas nessa confusão toda de sentimentos e sem com quem contar encontrei um amigo, companheiro, um consolo. Nem me lembro quando o conheci, acho que nascemos e crescemos juntos. Criava-me sensações divinas e todos os meus problemas se transformavam em risos. Na verdade nem me lembrava deles. Ao fim de toda essa sensação, este estado de alegria, tornamos amigos inseparáveis. Para tomar decisões importantes consultava-o sempre. E passaram-se dias, semanas, meses, anos e estávamos lá sempre que preciso, ele lá estava para me ajudar eu e ele juntos. Qualquer motivo era para estarmos juntos, por consolo ou comemoração. Com ele eu era o que queria ser. Um ser pleno de interioridade, brilhante como um sol. Era uma irrealidade no mundo real.

Tempos ouve quem me avisa-se, éramos amigos íntimos demais, era má companhia. Todos estavam contra mim, contra nós dois. Foi percebendo que o meu amigo estava a de certa forma a controlar e a baralhar os meus mais que baralhados sentimentos. Mas pouco liguei e o tempo passou e tudo continuou. Quando era preciso ele lá estava, encontrávamos mais às escondidas. Com o tempo fui vendo aquilo que nunca quis ver, era melhor cortarmos relações, ele nunca me controlou a vida mas era melhor ir cada um para seu lado, sabia que era difícil, pois amigo tão antigo e tão bem camuflado que ninguém nota não se vai embora assim só por ir. Mas com mais ou menos ajuda consegui e hoje faz um ano que não nos encontramos, embora ninguém se lembre, embora muitíssimos poucos saibam. Eu sei! Eu lembro-me! Sinto um misto de sensações, não sei se é motivo para ficar triste, escrevo mas não consigo dizer o seu nome, ou feliz por ter passado um ano sem ele. Vejo-o todos os dias mas não lhe ligo Mas sinto-me bem quando me lembro, afinal é um ano e não custou assim muito.
Agora só falta esperar pelo próximo ano e saber quantos mais anos vamos ficar separados. Viva eu!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vida...

Que se lixem as poesias, os textos bonitos. As histórias encantadas, que se lixem as princesas, os príncipes e as fadas e os finais…
A vida não é bonita nem feia, nem feliz nem infeliz na sua generalidade.
A vida não é fácil, nunca ninguém disse que era. Mas também ninguém disse que era tão difícil.
A vida também não é bonita. Nem tão pouco feliz. A vida é dia e noite. É qualquer altura onde existe ser, razão para ser, onde poder ser e onde tiver de ser.
A vida é nascer. É sorrisos e alegrias. São muitas coisas bonitas que sem as coisas feias não seriam tão bonitas.
A vida é uma morte lenta, é a noite sendo ainda dia. É a tristeza e as lágrimas. São muitas coisas feias que sem as coisas bonitas não seriam tão feias.
A vida é quase nada. A vida é tudo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O sentido

Qual é o sentido da vida, da existência? Qual é a essência que nos mobiliza? Queremos não querendo, desejamos, não desejando, sem saber realmente para onde nos encaminhamos. Cada momento pode ser determinante no percurso de vida; quando fazemos uma opção desconhecemos a multiplicidade de caminhos paralelos alternativos, jamais saberemos se esta realidade é realmente a melhor. O que fazer então? Viver cada momento e tirar partido dele, como se do último se tratasse, mas claro, sem comprometer os que se seguem... será isso realmente possível? Por outro lado, as realidades paralelas não são cruciais, têm importância na medida em que nos são úteis e nos fazem felizes, caso contrário, podemos abrir mão delas.