quinta-feira, 8 de setembro de 2011


Para vencer na vida não é importante chegar em primeiro. Simplesmente é preciso chegar, levantando-se cada vez que se cai pelo caminho.
Se não nos esforçar-mos ao máximo, como saberemos onde está o nosso limite? Cada fracasso supõe um capítulo a mais na história da nossa vida e uma lição que nos ajuda a crescer. Não vale apena desanimar com os fracassos por mais que custem, mas aprender com eles, e seguir em frente.

domingo, 4 de setembro de 2011

"os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros."

Recupero hoje aqui um delicioso artigo de opinião de Clara Ferreira Alves publicado no “Expresso” há já algum tempo, para quem “os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros."
O artigo pode parecer um pouco chato, exaustivo e a puxar por memorias esgotadas pelo dia a dia cheio de mudanças e negaças, mas é de louvar a coragem de chamar os bois pelos nomes, e de louvar, num pais carregado de marionetas e de corruptos violadores de " alegres" e parvos, de novos ricos e de capitalistas de estado armados em proletários. Achei muito bem dito, acertado e ainda muito atual.
Foi uma pedrada no charco e uma cuspidela bem no focinho.

“Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a atividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua ação se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a ação com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infetados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo eletrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de proteções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa”
Clara Ferreira Alves – “Expresso”

sábado, 3 de setembro de 2011

Manual para uma vida melhor!


1. Bebe muita água;
 2. Come ao pequeno-almoço como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um   pedinte;
 3. Come o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
 4. Vive com os 3 E'S: Energia, Entusiasmo e Empatia;
 5. Arranja tempo para rezar;
 6. Joga mais jogos;
 7. Lê mais livros do que leste no ano passado;
 8. Senta-te em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
 9. Dorme 7 horas por dia;
10. Faz caminhadas de 10-30 minutos por dia, e enquanto caminhas sorri.
11. Não compares a tua vida à dos outros. Não fazes ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenhas pensamentos negativos ou coisas sobre as quais não tens controlo;
13. Não te excedas. Mantém-te nos teus limites;
14. Não te tornes demasiado sério. Ninguém se torna;
15. Não desperdices a tua energia preciosa em coscuvilhices;
16. Sonha mais acordado;
17. Inveja é uma perca de tempo. Já tens tudo que necessitas....
18. Esquece questões do passado. Não lembres o teu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a vossa felicidade presente;
19. A vida é curta de mais para odiar alguém. Não odeies os outros.
20. Faz as pazes com o teu passado para não estragares o teu presente;
21. Ninguém comanda a tua felicidade a não seres tu;
22. Tem consciência que a vida é uma escola e que estás nela para aprender. Problemas são apenas parte     do curriculum que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra mas as lições que aprende perduram uma vida inteira;
23. Sorri e ri mais;
24. Não necessitas de ganhar todas as discussões. Aceita a discordância;
25. Contacta a tua família amiúde;
26. Dá algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoa;
28. Passa tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tenta fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de ti;
31. O teu trabalho não tomará conta de ti quando estás doente. O teus amigos o farão, Mantém contacto com eles.
32. Faz o que é correto;
33. Desfaz-te do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36. Não interessa como te sentes, levanta-te, arranja-te e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordas vivo de manhã, agradece a DEUS pela graça.
39. O teu interior está sempre feliz. Portanto sê feli

   

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Não vale apena guardar as mágoas, é melhor guardar as lembranças boas;
Não vale apena chorar sobre tristezas, é melhor recordar alegrias;
Não vale apena viver do passado, é melhor aproveitar o presente;
Não vale apena fugir dos momentos menos bons, é melhor preparar o amanhã;
Não se vence todas as vezes que se vai à luta. Porem perde-se todas as vezes que se deixa de lutar.
Viver pode ser uma das coisas mais difíceis, porque a maioria das pessoas limita-se a existir!


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

“é desta é que vai ser”



Como é que sei se o “é desta é que vai ser” vai mesmo ser assim? Será que quando aparecer as primeiras contrariedades eu vou ter a capacidade para me aperceber e resolver e continuar com o “é desta é que vai ser”? Ou será que as duvidas, incertezas e medos vão tomar conta de mim e depois o “desta é que vai ser” já não vai ser?
Adorava viver simplesmente sem me atormentar e sem analisar cada ação do dia-a-dia. Em vez disso, o "será que aconteceu por isto", "o devia ter feito assim", assolam-me. Basta um pequeno desvio da rotina para várias inquietações me martirizarem.
Tantos ses, suposições, divagações. Não quero tê-las Quero  expulsar de mim cada dúvida e incerteza. Quero esquecer o suposto futuro típico e tradicional e preocupar-me do presente. Ainda que a vontade , por vezes, seja muita e o essencial do meu ser não me permite agir assim.
Sou demasiado ponderado e medito incessantemente perante qualquer situação, pensamentos inquietantes tomam conta de mim. A minha incapacidade de abstração ao medo de falhar é tal que cada ação executada é acompanhada por um alarme constante.
Detesto a insegurança, a incerteza, o medo. Porém, sei que fazem parte de mim… Tendo afastá-los, ou aprender a conviver com eles. Só espero que seja capaz de o fazer em vez de desperdiçar momentos presentes.


domingo, 28 de agosto de 2011

O muito e o pouco

Eles acham que tenho muito, mas na verdade, o muito deles é pouco para mim, muito pouco. Talvez eu seja mesmo um sonhador, mas quem não é? Não se cansam de me dizer que isso são coisas de filmes e imaginação, mas talvez não! Acho mesmo que não estou pedindo muito. Esse mundo anda mesmo se sensibilidade e com falte de credibilidade. Com sorte, talvez eu me encontre. Também pode ser que eles estejam certos e eu nunca me encontre. Então prefiro ficar assim como estou agora. Prefiro assim do que me contentar com o muito deles que eu acho pouco.






sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ponto de paragem

Queria dar férias para as tristezas, deceções, frustrações, impotências, etc. Estou farto de arranjar culpados para isso tudo.
Sinto uma enorme vontade de mandar tudo “à fava”. E viver em festa dentro de mim!
Para começar devia olhar-me nos olhos em frente a um espelho e ver o quanto eu sou precioso, ver o melhor que há em mim.
Tirar a mascara da angústia e da tristeza que me acompanham há tanto tempo.
Quero conhecer pessoas como eu acho que as pessoas devem ser.
Sou um desses que sofre com os próprios pensamentos. Sou uma alma atormentada pelos fantasmas que ela mesma cria.
Não sei ser diferente, eu vou ser diferente! Imponho condições àquilo que não as possui.
Vivo em castelos de príncipes imaginários, mágicas fantásticas, amores intensos irrealizados.
Luto contra moinhos de vento.
Por vezes sou uma piada de mim mesmo. Sou a minha própria caricatura.
Sou algo que nem mesmo sei, procurando coisas que sequer existem.
Mas, hoje eu não quero falar de tristeza, quero é saber de coisas boas!