quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pensamentos III


É preciso não pensar na idade mas vive-la, é preciso antes de tudo encontrar a paciência, suprir a necessidade da mente em busca do dia-a-dia na consciência de entender que podemos e devemos lutar para vencer, mesmo que, já tivesse sido derrotado alguma vez, mas, sem nunca perder as esperanças.
Porque o comodismo é uma total ineficiência que provoca o transtorno dos sentimentos que ajudam a encontrar o caminho para paz.
A vida é todo um espaço de tempo que temos para pensar no momento em que estamos consciente do que fazemos em benefício do amanhã.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Impróprio para consumo

Nunca sentimos, na vida real, a felicidade que acreditamos existir. Nossa crença nela é justificada pela fachada sorridente dos outros, assim como eles acreditam na nossa. Por isso é comum tantos viverem em função da felicidade alheia. Todos sempre sorrindo, muitas vezes infelizes. Enganam-se e vivem uns pelos outros em nome de uma felicidade que não sentem. Como pensamos que a felicidade é a única coisa capaz de justificar a vida, tornamos obcecados em ser úteis. Buscamos acreditar que os outros são felizes para que isso justifique nossas vidas, ao menos como um meio para a imortal felicidade que de nós sempre se esconde.
Trata-se da projecção de nossas expectativas nos demais, e esse é o motivo pelo qual a felicidade sempre se encontra do lado de lá, pensamos que os outros podem ser felizes como nós gostaríamos de ser. Sabendo disso, voltamos a eles, fazemos um favor qualquer, e eles sorriem-nos uma prova de que a felicidade existe. Dela fazemos parte porque de nós veio o favor. As nossas mentiras, umas vezes reflectidas nos outros, tornam-se verdades, também a felicidade é regida pelo princípio da hipocrisia suficiente
Sentem-se miseráveis, mas acreditam que nós sejamos felizes. Se eles vivem para nós, e nós para eles, onde está a felicidade? O círculo rompe-se porque não conseguimos nos enganar sorrindo para nós próprios. A solidão muitas vezes cai sobre as nossas cabeças como uma prova irrefutável de que ser feliz é um paradigma muito complexo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Apetece-me escrever

Fico até com vergonha de postar isto. Mas estou para aqui às voltas, ainda começo a ficar deprimido sem saber o que escrever e vontade não me falta, e eu hoje que até me sinto bem com o sol radioso que está lá fora.
Apetece-me escrever, mas não sei o quê. Fico quieto. Já meti o cérebro a descoberto mas não funcionou. Vou expiar a culpa baseado no tamanho do cérebro:).
Só estou a escrever isto para ver se bate alguma inspiração, se tenho algum tema na cabeça e até para ter interesse para os meus aproximados 2,5 leitores.
Apetece-me escrever mas estou quieto, respiro fundo e continuo quieto. Vou-me levar pela apneia de nem sequer pensar nisso.
Vou repousar firme e hirto no sofá e ganhar musgo. Depois, baseado em factos parcelares, vou construir uma história num bloco de gelo mas vou-me esquecer dela ao sol.
Ultimamente a minha vida tem sido agitada, com movimento e assunto não faltaria mas nem assim. De qualquer maneira, prometo a mim mesmo que vou tentar escrever alguma coisa que preste esses dias, quem sabe até mesmo hoje.
Vês o texto lá ao longe, cada vez mais perto? Acena-lhe.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A morte

NÃO SOMOS AFECTADOS PELAS COISAS…
A morte coloca-nos diante da mais simples verdade, e da única certeza absoluta que temos, nem mesmo o mais céptico pode duvidar. A dor que nos dilacera nestes momentos, o chorrilho de pensamentos não cabem em palavras. O que dizer a quem perdeu um ente querido? Não é fácil. Por mais sincero que seja o que proferimos em tais circunstâncias, não é suficiente para aliviar a dor e ainda pode soar formal.
A morte também é elucidativa. Ela ensina, mostra o quanto somos frágeis e explicita a efemeridade da vida. Não podemos confiar no amanhã, pois nada nos garante que estaremos vivos. No entanto, precisamos nos iludir, pois é insuportável imaginar a ausência do ser no dia que segue. Devemos valorizar cada segundo como se fosse o último.
Falo disto porque faleceu alguém das minhas relações, da minha idade, e  ao que parece o único motivo que teve para falecer foi o facto de estar vivo, pois sentiu uma dor e caiu para o lado, nada mais simples. Sem dar conta parei para pensar, o quanto é o tamanho da minha mesquinhez, passo o tempo com lamechas e coisa insignificantes, quando devíamos preocupar-nos em viver, pois pode-se perder a vida enquanto Deus pestaneja os olhos.
Infelizmente só pensamos na morte quando morre algum conhecido. Quando isso acontece num círculo mais próximo é possível constatar a falta de preparo que todos temos para lidar com o assunto. São dezenas de dúvidas de todos os tipos, desde aquelas bem práticas até as existenciais. O facto é que não estamos preparados para ela nem queremos estar.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Porque escrevo...

Eu escrevo porque sinto necessidade de escrever. Escrevo porque por vezes estou irritado com o Mundo. Escrevo porque me sinto sozinho, talvez eu escreva porque espero entender como sou. Escrevo porque gosto de ser lido, porque gostava de ser útil. Escrevo porque a passividade que preenche as palavras depois serão lidas com firmeza, porque o valor que têm permite-me reinventá-las ao sabor da minha imaginação, escrevendo triste para depois as ler feliz. Às vezes escrevo algo profundo e reflexivo, noutras simplesmente o que me vem á cabeça. Mas o facto é que escrevo para expressar melhor as minhas ideias a mim mesmo, mesmo que ninguém leia. É como se na minha cabeça produzisse muitos pensamentos que preciso encontrar um lugar para serem arrumados e necessitassem da aprovação de alguém. Enfim, sinto necessidade de desabafar de quando em vez. Não acho, aliás, que estou a fazer alguma coisa muito importante ou que tenho opiniões muito originais.
Escrevo porque desejo escapar do mau presságio de que há um lugar aonde eu devo ir, mas onde, como num sonho, ainda não cheguei por completo. Escrevo porque não consigo ser mais ninguém que não eu próprio. Eu escrevo porque sonho.
E vocês, escrevem porquê?

terça-feira, 30 de março de 2010

Desilusão


Tentei encontrar o significado do que sinto, de como me sinto, desiludido! Mas, nenhum sinónimo, nenhuma explicação consegue transmitir na íntegra como me sinto, estou mesmo danado. É, agora sinto-me assim, desiludido comigo por permitir que me deixe ficar assim mas, poderia eu evitar a desilusão? Não sei! Maior que a desilusão é não ser capaz de conseguir, de falhar, de perceber o porquê, não entender a razão, não ter explicação para tal. Sem nada que faça prever (e isso ainda dói mais) surge uma fenda que depressa se torna num buraco enorme e tudo continua igual, e, tudo isso me revolta ainda mais.
Desilusão é talvez resultado de ilusão. Provavelmente iludi-me, imaginei o que não sou, o que quero ser, imagino na ilusão a minha “salvação” e, com tudo isto ainda mais perto do abismo fico. A vida é mesmo assim, feita de ilusões e desilusões que nos ajudam a crescer, a aprender e, de todas as que tenho tido tento ver sempre o lado positivo, mas todas elas me tornaram naquilo que sou hoje, ciente do que sou capaz, mais pouco determinado e com muito medo. Fico mesmo fulo quando estou assim, que merda pá! Bem! Já desabafei o que sinto neste momento, estou ligeiramente aliviado, já passa! 


segunda-feira, 29 de março de 2010

Preciso de alguem...


Achei fenomenal:
"Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
Alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo " e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira,
a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela . . "

Sir Charles Chaplin